terça-feira, julho 30, 2002

REVOLUÇÕES POR MINUTO

Promessa é dívida. Eu me fiz de boba, fingi que não era comigo, mas como eu havia dito que contaria aqui minha performance no show do RPM, teve gente me cobrando. A primeira foi Sanny. Depois Cláudia Lamego. E por aí vai. Hoje as fotos que Flávia fez para registrar o momento ficaram prontas e eu pude ver a extensão do mico que eu paguei. Mas quer saber? Não me arrependo de nada. No fim de tudo, levei um troféu para casa que carrego agora na carteira e muitas lembranças divertidas de uma agradável noite entre amigos.

Começamos a programar a caravana há mais de um mês. Eu divulguei aos quatro ventos aqui na redação que o show seria 18 de junho. Na antevéspera, descobrimos que estávamos um mês adiantados. Mas não esmorecemos. No dia 18 de julho estávamos todos nós prontos, ingressos em punho e muita ansiedade. Eu, Flávia, Fernanda, Sanny e Alexandre saímos do jornal direto para o Canecão. Ana Lúcia chegou depois. A festa estava completa.

Sabe aquele funk "Ah, que isso elas estão descontroladas?". Pois é, essa seria a trilha sonora perfeita para definir meu estado de espírito naquela noite. São poucas as oportunidades que temos de voltar no tempo. E mais ainda, de corrigir algo do passado. Mas foi exatamente isso que eu fiz. Agosto de 1986, Canecão, eu com 10 anos estou lá, achando tudo lindo, apagam-se as luzes, tudo escuro, eu seguro na mão da minha amiguinha de sala Maria Luiza (que já nem sei mais por onde anda) e tento esconder o medo da escuridão. De repente, umas luzes se acendem no palco, os quatro rapazes aparecem. Em primeiro plano, Paulo Ricardo e Fernando Deluqui (meu herói!). Eu canto, danço, me acabo durante hora e meia de show. Fim do espetáculo, volto comportada para o ônibus da excursão com uma baita cara de felicidade. Era meu primeiro show. E comecei logo no Rio (isso era o máximo para uma garotinha de Niterói)! Mas tinha uma coisa que faltou fazer: chegar pertinho do Fernando Deluqui. Ficou pra próxima.

E a próxima era naquela quinta-feira. A minha chance de voltar no tempo e reparar a falha. Já não tenho mais 10 anos, é verdade, mas continuo me empolgando com Olhar 43, London, London, Louras Geladas e Rádio Pirata. Paulo Ricardo continua dando gritinhos e pulinhos, continua fingindo que usa o baixo como arma em uma luta imaginária com a guitarra de Fernando Deluqui no palco, continua com a voz fraca. O repertório do RPM continua pobre. O Schiavon continua cercado de vários teclados. E o P.A de tão baixinho continua totalmente encoberto pela bateria.

Na entrada do show, recebemos óculos de 3D para curtimos a projeção que foi feita durante a música Naja. Achei uma boa sacada, porque sinceramente sempre senti sono quando ouvi esta música (sinto falta de uma letra para acompanhar) e pensei que a projeção seria uma ótima saída. Mas não foi. Sinceramente, não vi nada demais com aqueles óculos, mas mesmo assim valeu. Fim do show, hora do bis. Eu estava mais ou menos na mesma distância do palco que fiquei em 1986. Mas desta vez não voltei comportadinha para o ônibus de excursão (que dessa vez era um táxi, é verdade). Corri para a frente do palco, driblei o segurança (que insistia em dizer que eu não poderia passar. Vê se pode?) e fiquei frente a frente com Paulo Ricardo. Não, ele não era o meu favorito e continua não sendo, mas era o Paulo Ricardo! Ele se abaixou na minha frente fazendo caras e bocas e se achando o sujeito mais gostoso da terra. Eu não poderia decepcioná-lo. Chamei-o de lindo, gritei, cantei junto e agarrei as pernas dele (Flávia tem fotos que comprovam tal fato). Mas para mim a noite não estava completa, eu queria o Deluqui. Na hora da despedida, dei a tacada final: "Fernando, me dá a palheta, por favor". Ele se abaixou, estendeu a mão para mim e me deu a palheta. Dezesseis anos depois, a história foi reescrita. Agora sim eu estou satisfeita.
A minha performance foi tão surpreendente que um repórter sei lá de onde veio me entrevistar:
- Qual o seu nome?
- Luiza Castro (foi o primeiro que me veio à cabeça)
- Quantos anos você tem?
- 17
- Como você gosta tanto do RPM então?
- Tenho uma irmã de 26 anos que só ouve RPM, ela me viciou neles.
- Posso...
- Só não faz foto, pelo amor de Deus, porque eu vim escondida do meu pai.

Fecha o pano.

domingo, julho 21, 2002

ATRIZ, CANTORA E BAILARINA

A época em que o must era ser modelo e manequim já era. Também acabou a era das atrizes-modelos. A moda agora é ser atriz-cantora-bailarina. Percebi o fenômeno assistindo ao programa "Gente Inocente !?" deste domingo. A atração comandada por Márcio Garcia realizou um concurso cruel com crianças de 4 a 6 anos para escolher as melhores dançarinas do grupo. Cinco jurados escolheriam as vencedoras. No júri, um bailarino do Teatro Municipal do Rio, uma mestre em Dança e Movimento, Carolina Ferraz, Danielle Winits e Carolina Dieckmann. Opa, quais as credenciais do trio para julgar um concurso de dança? Claro que não é necessário prática nem tampouco habilidade para ser júri do "Gente Inocente !?", mas os créditos dados pela produção do programa me deixaram com a pulga atrás da orelha.

Estava lá o gerador de caracteres que não me deixa mentir: Carolina Ferraz (atriz, cantora e bailarina), Danielle Winits (atriz, cantora e bailarina) e Carolina Dieckmann (adivinhem: atriz, cantora e bailarina). Como assim? Bom, vamos por partes. Não vamos discutir o crédito de atriz dado para as três moçoilas, temos que aceitar isso, é fato. Passemos então para o quesito cantora. (!?!?!?!?!?!?!?!?).

Carolina Ferraz acaba de participar do magnífico CD do não menos magnífico José Maurício Machline. A obra (ahahahahah) tem a participação especial de várias mulheres em performances, como direi, inesquecíveis, como Ângela Vieira e Camila Pitanga. Destaque para a versão rap de "E.C.T.", gravada em parceria com Cláudia Ohana. Mas Carolina Ferraz supera qualquer um cantando "Juras" em versão Elza Soares. A atriz-cantora-bailarina brinca com a voz, dá graves e agudos, arranha a garganta, no melhor estilo da viúva de Garrincha. Imperdível. Bom, realmente, ela merece ser chamada de cantora. Danielle Winits costuma soltar uns agudos naqueles musicais de duplo sentido do Wolf Maya. Nunca tive o prazer de assistir a um destes espetáculos, então não posso julgar a qualidade vocal da estrela. Tendo em vista a minha ignorância, decreto aceita a reivindicação de título de cantora para ela. Vamos para Carolina Dieckmann. Não é ela que aparece em um comercial (acho que do Inca) assassinando uma música da Marisa Monte? Pois então, o slogan da campanha é "Você está vendo Carolina fazer uma coisa que ela não costuma fazer em público. Isso tudo só para chamar a sua atenção para doar..." Ué, se ela não costuma cantar em público, parto do princípio que ela não é cantora. Indefirido.

Vamos então ao último item da tríade criada pelo gerador de caracteres: bailarina (!?!?!?!?!?!?!?!? ao quadrado). Mais uma vez Danielle Winits será beneficiada pela minha abençoada ignorância em relação aos musicais de duplo sentido do Wolf Maya. Ouvi dizer que ela dança nestes espetáculos também. Fazer o que? Carolina Ferraz exigirá uma análise mais profunda. Sei que ela estudou balé durante muito tempo, mas não sei se isso é suficiente para considerar uma pessoa bailarina. O caso está sub-júdice e será julgado mais tarde, quando eu tiver mais subsídios para estudá-lo. Chegamos, então, ao caso de Carolina Dieckmann. A atriz-nãocantora-talvezbailarina desfilou como tal na Comissão de Frente da Mocidade Independente deste ano, com direito a sapatilhas e tule. Ponto para ela. Mas no mesmo carnaval ela declarou que aproveitou os anos de aula de Ginástica Olímpica para criar o bailado que apresentou no desfile. Peraí, se ela é bailarina, por que não usou a experiência em balé? Indefirido.

Mas eu, que não sou boba nem nada, vou logo avisando que quero que agora no pé das minhas matérias no jornal venha aquele adendo: "Joana Ribeiro é jornalista-cantora-bailarina". Aliás, "Joana Ribeiro é cantora-bailarina-jornalista". Marketing, meus queridos. Ser jornalista não dá tanto status quanto ser cantora-bailarina, por isso eu inverti a ordem. E dá licença que eu vou fazer uns exercícios vocais e um aquecimento para subir ao palco. E como dizem meus amigos atores-cantores-bailarinos, "merda pra mim".
Mais uma vez de plantão, mais uma vez eu tento achar um lado bom nessa inglória tarefa de trabalhar enquanto todos os outros estão na cama (dormindo ou não?!), na praia, no shopping, enfim, divertindo-se. Neste fim de semana especificamente está difícil porque fui escalada para as 7h (a pedido meu, é bom que se diga), trabalhei no sábado (quando deveria estar de folga, mas esqueceram) e venho de uma semana especialmente cansativa. Cansativa e divertidíssima, esclareça-se. Quinta-feira teve show do RPM (esperem um post exclusivo sobre isso, porque perdi a linha e, como toda a redação já sabe mesmo, vou contar para vocês também, nos mínimos detalhes, mais tarde), sexta-feira teve aniversário de uma amiga (uma festa bem animada), ou seja, estou com o fuso horário um tanto quanto trocado para acordar às 5h30. Mas fazer o que?

A contagem regressiva começa ainda no ônibus, enquanto cruzo a Ponte Rio-Niterói, às 6h45: faltam exatamente sete horas e quinze minutos para eu ir embora do plantão. Pois bem. Chego sábado à redação ainda com os olhinhos pequenos, morrendo de sono, cara amassada, dor em todas as partes do corpo por causa das estripulias dos dias anteriores, mais essa tendinite maldita que me acompanha há duas semanas (eu sei Isabela, tenho que ir ao médico, farei isso nesta segunda-feira). As notícias não são as melhores: um jovem morto na Lagoa, um advogado preso com cocaína, Benedita no Morro do Alemão... Quem poderá me salvar?

Nada como um bom bate-papo nos primeiros minutos de plantão para animar o dia. Encontro logo na entrada da redação com Solange Duart (minha chefinha neste plantão) e Jorge Martins (repórter que trabalha na madruga, de 0h às 7h e que, por causa disso, eu raramente vejo). Conversa vai, conversa vem, os dois começam a me contar histórias interessantíssimas das matérias policiais que já cobriram. Eu, que durante um ano fui a miss Batalhão do jornal O Fluminense, adoro o assunto, apesar de hoje preferir ficar longe das páginas policiais. "E aquele coronel Solange, lembra dele?", "Claro que lembro". E lá vem uma infinidade de histórias loucas protagonizadas pelo tal policial. "Ah, você precisava ter conhecido o comandante Fulano", "É mesmo, ele era uma figuraça". E desfia-se outro rosário de "causos".

Eu quase não abri a minha boca, é claro, fui só registrando tudo o que ouvi. Aliás, apesar de falar pelos cotovelos, sou uma pessoa que gosta de ouvir também. E quando alguém tem coisas interessantes para me contar sou capaz de ficar horas só ouvindo, apreciando, me deliciando com as histórias. Foi o que fiz neste sábado. Eles certamente nem perceberam o quanto eu estava curtindo aquela reuniãozinha informal no fumódromo da redação. Afinal, eles devem falar tanto sobre o assunto que já não vêem graça. E a minha indisfarçável cara de sono poderia dar uma idéia de que eu estava em outro planeta. Mas na verdade eu estava me aproveitando deles. Com todo o respeito, é claro.

quinta-feira, julho 18, 2002

TERRORISMO BANCÁRIO

Existem várias modalidades de terrorismo. O Brasil não tem mestres na arte, perdemos de longe para outros grupos mais experimentados no ramo. Mas há um estilo especial, genuinamente brasileiro, que é privilégio dos funcionários aqui do jornal. Principalmente dos que trabalham no segundo andar. O caixa eletrônico-bomba. Pronto para explodir a qualquer momento, o caixa rápido do Bradesco instalado bem aqui pertinho do meu computador é uma ameaça constante a todos nós. Nos cinco primeiros dias úteis de cada mês, a maldita máquina simplesmente não funciona. Claro, todos estão ávidos por sacar o pagamento, é a melhor hora para a desgraçada fazer birra e dizer que só opera o dia que alcançar a Terra Prometida. Nos cinco últimos dias úteis também não tem conversa. Quer um extrato para saber quanto está devendo no fim do mês? A mensagem é clara: "Equipamento fora do ar. Estamos em manutenção até que o país basco se liberte da Espanha". Restam, então, 12 dias, subtraindo ainda os quatro sábados e domingos. Mês que tem feriado então, a máquina fica fora do ar no dia santo, na véspera e na antevéspera, para complicar bastante. Aí são apenas 9 dias de operação.

E nesess 9 dias, coisas muito estranhas costumam acontecer. Hoje, por exemplo, a tela da terrorista simplesmente começou a piscar enlouquecidamente. Em outros dias, a máquina emite um som agudo e ininterrupto que perdura até de noite. Mas o pior é quando ela quer chamar atenção e não pára de fazer um barulho IN-SU-POR-TÁ-VEL de máquina registradora. Sinto-me o tempo todo em plena Faixa de Gaza. Ou na Cachemira. O caixa-bomba pode explodir ao menor sinal de perigo. Ao lado dele, impávido, um caixa eletrônico do Unibanco parece debochar de nós, pobres mortais clientes do Bradesco. Sempre em operação, absoluto, seguro, firme, ele atende prontamente ao pedido de todos que chegam ali e inserem um cartãozinho. Mas deixa estar, não se deve pisotear sobre o orgulho de um povo. Depois recebe uns aviões pela frente e não sabe o motivo.

sexta-feira, julho 12, 2002

O PROBLEMA É QUANDO DÁ NA CABEÇA

O meu braço está doendo horrores. Os entendidos aqui do jornal já deram o diagnóstico: tendinite. Teimosa que só, faço questão de dizer que não é isso, é apenas uma dorzinha. Mas parece que não tem jeito mesmo, fui atacada pelo mal de LER (Lesão por Esforço Repetitivo). Pelo visto, algumas horas de fisioterapia e bolsas de gelo estão por vir. Mas dos males, o menor. Em minhas observações socio-antropológicas percebi que existe um tipo de LER muito pior do que tendinite.

Esse tipo avançado da doença ainda não foi incluído nos manuais de medicina porque ele ataca na calada da noite, muitos o confundem com outros problemas. Mas eu já estou desenvolvendo tese sobre o assunto e minhas análises iniciais me levaram a chamar a doença de LER Cerebral. Não se trata de uma tendinite na cabeça. Antes fosse. O LER cerebral não faz a cabeça do doente doer insistentemente como o meu braço direito dói agora e muito menos pode ser curado apenas com fisioterapia e bolsas de gelo. Na verdade, existem graus avançados da doença que sequer têm cura. Não há tratamento que dê jeito.

A LER cerebral ataca as pessoas que não se dão ao trabalho de pensar. Elas agem sempre da mesma forma e fazem seus cérebros trabalharem de maneira repetida. Quando precisam raciocinar, procuram alguém que faça isso por elas. Popularmente chamada de "Burrice", a LER cerebral na verdade é algo ainda mais perigoso do que simplesmente ser burro. O paciente de LER cerebral costuma se achar superdotado, considera todas as suas idéias (?!) geniais e não consegue enxergar que tudo o que fala já foi dito um outro dia, repetindo algo que alguém pensou. Os efeitos desta doença são terríveis, porque geralmente são sentidos pelas pessoas que vivem em volta do doente e não por ele mesmo. O paciente pensa (?!) que está abafando, que é o melhor de todos, enquanto as pessoas a seu redor têm que se multiplicar para raciocinar por elas mesmas e pelo doente.

Quer saber? Não troco a minha suposta tendinite por nada. Analisando por esse ângulo, é muito melhor sentir essa dor insuportável no braço. Mesmo porque, ainda dependo do meu cérebro para viver, não tenho poderes por enquanto para alugar alguém que pense por mim.

terça-feira, julho 09, 2002

TÚNEL DO TEMPO:

Eu reclamo, reclamo, mas há coisas muito legais em ser jornalista. Agora, por exemplo, acabo de falar com nada mais nada menos do que o Tio Maneco. Caramba, vocês lembram dele? Quem tem de 25 a 30 anos há de lembrar. Ou então não teve infância. Tio Maneco era um inventor de primeira linha (nem tanto, mas é que eu sou fã dele) e tinha o sonho de toda criança da minha geração: um robô que ele mesmo fez. Tio Maneco (Flávio Migliaccio) ainda é irmão da Emília (Dirce Migliaccio), a melhor boneca-falante que o Sitio do Picapau Amarelo já teve. Nossa, depois dessa entrevista voltei no tempo. Vou lá embaixo comprar bala Juquinha e um pirulito Pirocóptero. Mãe, posso ficar na rua até 20h30? Não tem dever de casa para amanhã. Já está arrumado, mãe! Ah, por favor, na volta eu juro que tomo banho...
CRESCEI E MULTIPLICAI-VOS

A frase bíblica está sendo levada ao pé da letra pelas minhas amigas jornalistas. Primeiro foi o príncipe Washington que nasceu, filho de Érika e Ricardo. Agora, estão por vir mais duas crianças, de Isabela e Alessandro e de Andréa e Rafael. Como as gestações ainda estão em seu primeiro mês, não é possível dizer para vocês o sexo dos meus novos sobrinhos, mas o que importa é que eles virão cheios de saúde e, a julgar pelas mães, serão muito doidos. Mas uma loucura saudável, daquelas que dá gosto conviver. Sejam bem-vindos!

Eu ainda não falei disso por aqui, mas também estou grávida. Não, não carrego uma criancinha em minha barriga. Também não sofro de gravidez psicológica. A esposa do meu irmão, Raquel, está com cinco meses de gravidez e eu, como boa tia coruja, me sinto grávida também. Estou contando cada minuto para ver o rostinho de Ana Luisa. A garota é tão levada que não pára quieta na barriga, dá pirueta o tempo todo. Puxou a mim, é claro. Aliás, desde que soube da gravidez eu avisei ao meu irmão: vai ser menina e tão levada quanto eu. Agora, Guilherme, prepare-se!

O meu sobrinho mais velho, Lucas, está gostando da idéia de ter uma irmãzinha, mas não esconde uma pontinha de ciúme, sentimento normal para uma criança de 9 anos. No aniversário do meu irmão, eu estava lá na casa dele fazendo a social quando Lucas me pediu para fazer massagem em suas costas. Até aí nada de novo, ele sempre pede isso, mas dessa vez foi de um jeitinho bem especial:

- Tia, faz massagem nas minhas costas com creme hidratante?
- Se a sua mãe deixar usar o creme, eu faço.
- Ela já deixou, vem para o quarto fazer logo porque eu não posso perder tempo. Tenho que aproveitar enquanto eu ainda sou o seu único sobrinho vivo aqui nessa Terra.
- Lucas, você vai deixar de ser meu único sobrinho, mas isso não quer dizer que eu não vou ter tempo para você. E você vai ser sempre o meu primeiro sobrinho.
- Tia, quer dizer que primeiro sobrinho tem mais direitos, igual na novela?

Eu fiquei com os olhos cheios d'água e nem dei resposta. Sou sentimentalóide mesmo, não vou negar. E nem me incomodei em constatar que tinha um sobrinho que assistia a "O Clone". Insha-lá!

quarta-feira, julho 03, 2002

TRAUMA

Vocês já devem ter percebido, mas não custa esclarecer: estou com dificuldades para escrever, mas prometo superar isso em breve e voltar a postar por aqui.

PS: Não percam, dia 15 estréia "Joana, a virgem", às 20h15, na Record.