sexta-feira, maio 31, 2002

SELEÇÃO

O Brasil perde em todas as posições. Vejam essa pequena comparação:

Na lateral...


Roberrrrrrrrrrrrrrrrto Carrrrrrrrrrrrrrrrlos

X


Paolo Maldini (ai, ai, ai...)

Na frente...


Feinaldinho Gaúcho

X


Michael Owen (não importa se ele ainda está na creche. Como dizem por aí: sabe andar e já faz sombra, tá valendo...)

quarta-feira, maio 29, 2002

10 DÚVIDAS QUE ME ATORMENTAM A ALMA:

- Os trigêmeos foram para a Coréia ou Bonner ficou sozinho com eles no Rio?
- O que a Renata Capucci fez (ou deixou de fazer) para merecer o "De olho no Big Brother"?
- O Bar da Jura é a tradução literal do que o núcleo muçulmano chama de "Mármore do inferno"?
- Se ninguém paga pelos pastéis, quem sustenta o Bar da Jura?
- Por que "Terra Nostra" vai passar às 21h e não no "Vale a pena ver de novo"?
- Quando Regina Duarte vai parar de interpretar a Raquel Acioly?
- Por que jornalista de novela entra e sai do trabalho a hora que quer?
- Por que jornalista de novela está sempre investigando uma matéria ultra-hiper-megasigilosa?
- Para que a Globo gastou dinheiro investindo na produção de "Coração de Estudante" se bastava esticar o tempo de Malhação até as 19h que o resultado seria o mesmo?
- Afinal de contas, português é a língua oficial do Marrocos?

terça-feira, maio 28, 2002

ANTÍDOTO

O que fazer quando se acorda com uma música do Orlando Moraes na cabeça?

segunda-feira, maio 20, 2002

O PROBLEMA NÃO É FALTA DE TALENTO

Chego atrasada na discussão, mas faço questão de meter a minha colher nessa panela. Nesse bafafá todo a respeito da decisão da Ferrari, que mandou Rubens Barrichello abrir as pernas para Michel Schumacher vencer o GP da Áustria, as pessoas estão tratando o brasileiro como uma pobre vitima de um sórdido esquema capitalista e a Ferrari como o vilão que está tolindo o grande talento do piloto da Arisco. Mas peraí, se Rubinho é tão bom assim, por que não ousa pelo menos uma vez, por que não desrespeita a decisão da equipe para ver no que dá? Os defensores do "piloto" vão dizer que ele está sob um rígido contrato, que perderá o posto na Ferrari caso faça ouvido de mercador às ordens que Jean Todt grita pelo rádio. Tudo bem, ele deve realmente precisar muito do emprego para aceitar ser tão humilhado, mas acho que aquela corrida em especial era a melhor chance do paulista chutar o balde (prefiro me referir a ele assim, dá uma sensação de distância entre nós, sabe? Nada contra os paulistas, que não merecem um conterrâneo desses, mas já que somos do mesmo país, pelo menos não somos do mesmo estado e isso é quase um alívio).

Com contrato recém-renovado por mais dois anos, a pole position, a liderança da prova desde o início, uma confortável vantagem em relação a Schumacher faltando apenas cinco voltas, o que mais Rubinho precisava para finalmente vencer uma corrida? Ele mesmo falou que a ordem dos boxes veio faltando três voltas para o fim. Ora bolas, três voltas? Segura a onda e paga pra ver. Certamente, a Ferrari não iria cancelar o contrato que acabara de renovar, dois dias antes da corrida e com bastante alarde na imprensa, a equipe vermelha não seria tão ingênua, os capos sabem que isso seria péssimo para a imagem do cavalinho italiano. "Ah, mas haveria outras punições", diriam os rubistas. E vocês acham que Barrichello estará livre destas "outras punições" depois de ter dado o primeiro lugar da forma como deu? Ficou claro que o segundo-piloto quis escancarar o jogo da equipe, dizer para o mundo "eu posso ganhar uma corrida, mas já que eles mandam eu dar passagem, só vou dar em cima da linha de chegada". Será que a Ferrari ficou contente com essa atitude?

Rubinho se achou muito esperto, mas acabou continuando sem vitória e sem o respeito da equipe. O problema dele não é falta de talento. O inglês Damon Hill, ao abocanhar o título de 1996, provou que pilotos tão pouco talentosos quanto o paulista podem ser campeões mesmo sendo medíocres, basta ter um bom carro nas mãos. Mas realmente seria pedir demais que alguém com o currículo de Barrichello tivesse peito para contrariar a escuderia mais forte da Fórmula 1. Talvez isso fosse possível se ele chegasse a uma equipe grande depois de mostrar serviço em uma pequena, como fez Nelson Piquet, que foi bi-campeão na Brabham antes de ir para a Williams e conquistar o Tri, e Ayrton Senna, que fez corridas memoráveis pela Toleman e pela Lotus antes de chegar à McLaren e ser campeão logo no seu primeiro ano na escuderia, alimentando a ira do então bi-campeão Alain Prost. O que definitivamente falta a Rubinho é vergonha na cara. Se ele não tem peito para encarar a Ferrari, que ao menos tenha um pingo de vergonha e nunca mais fique no primeiro degrau do pódio, como se fosse o vencedor, enquanto o sistema de som toca, em alto e bom tom, o hino da Alemanha. E que nunca mais aceite de presente o troféu de primeiro lugar do piloto que lhe roubou a vitória e ainda o fez de babaca fazendo uma ceninha na hora da premiação. Como diria a minha avó, quem muito abaixa mostra a bunda. Toma vergonha Rubinho, senão é melhor voltar a fazer comercial da Arisco e cavar uma vaguinha na Casa dos Artistas 4.
FIM DE FÉRIAS

De volta ao trabalho depois de mais de 30 dias de descanso... Ai que preguiça! Nada como um duro golpe para voltar à realidade mais rapidamente: gente, o que é RAFAEL VANUSA???????? Como aquele periquito ganhou a Casa dos Artistas 2? Pior do que o retorno ao trabalho foi a minha volta à programação de TV daqui. Já estava habituada a viver sem televisão, tinha me convencido de que aquela vida de visitar museus, prédios históricos e outras coisas do tipo era realmente mais saudável, até que chego ao Brasil e, obviamente, corro para o quarto para ligar a TV. De cara vejo um comercial cheio de luzes e com uma mulher dizendo "É tempo de fama!". O que é isso? Meu pai trata de me colocar logo a par do assunto: "É um programa de calouros em que os concorrentes ficam confinados em um lugar que eles chamam de academia, têm aulas de voz, dança, teatro... Eu não entendi muito bem, mas parece que é tipo reality show". Aguardo ansiosamente o sábado chegar e me deparo com um show de vozes horrorosas e interpretações altamente caricatas. Tem um tal de Tony Francis que merece o paredão. No primeiro programa que eu vi, ele cantou a música "Palpite", da Vanessa Rangel, e conseguiu piorar o que já era ruim. Na edição deste sábado, ele cantou "Que nem jiló" e mais uma vez foi um tiro no ouvido. Socorro!

Também aos sábados, dentro do "Caldeirão do Huck", tem uma aberração chamada "Amor a bordo". Na boa, começo a achar que o juiz Siro Darlan precisa voltar logo para o Brasil. Não é possível que aquele bordel eletrônico seja transmitido assim, na maior cara dura. Para quem tem a sorte de nunca ter visto, vou explicar mais ou menos: cinco casais estão confinados em uma ilha em Angra dos Reis, a regra do jogo é simples e direta, o homem e a mulher que formarem o casal mais apaixonado são os campeões. Em virtude disso, os garotos atiram para todos os lados, tentando abocanhar uma das "moças". Três casais já estão formados, mas a relação não é muito estável, apesar de todos jurarem que não entraram no programa pensando no prêmio (que eu nem sei qual é), mas sim em busca de um grande amor. No meu tempo, o maior mico que se pagava por um grande amor era mandar uma cartinha para o "Namoro na TV", conversar com o Tio Silvio durante uns 15 minutinhos e depois ganhar uma viagem para Poços de Caldas com o ser amado. Em pensar que eu achava isso ridículo! Como eu poderia imaginar que agora as pessoas iriam se sujeitar a ficar no barco do amor durante não sei quanto tempo?

Tem ainda o BBB 2, a Casa 3, o Apartamento das Modelos (ahahahahah), o Vida de Novela - com João Kléber (muito triste)... Por favor, me tirem os tubos...