terça-feira, janeiro 29, 2002

Todo mundo sabe da minha aversão absoluta à novela O Clone. Acho tudo muito ruim, das paisagens do Marrocos, que são as mesmas desde o primeiro capítulo, às caras do Murilo Benício, que também são as mesmas desde o primeiro capítulo. Também detesto aquele negócio de tudo ser haram (pecado) para os muçulmanos. E a saudação deles? Quando recebem visita sempre dizem "você enche minha casa de luz e alegria", pode ser o maior vilão da novela.
Mas atualmente eu estou direcionando a minha raiva para um só personagem: Said. Todas as vezes que vi esta novela (o suficiente para odiá-la, repito), ele estava sempre correndo atrás da Jade (Giovanna Antonelli), que não quer saber do casamento e corre atrás do Lucas. Então, ele teve uma idéia genial para conquistar a mulher: dar em cima da esposa do amante dela, a Maysa, uma vagaba das piores. Obviamente não deu certo e ele resolveu arranjar uma segunda mulher (errar é humano, mas insistir no erro...), outra mala, a Nívea Stelmann. E a Jade continua andando pro muçulmano...
Todas essas bolas fora me fizeram tomar raiva do personagem. Para externar esse sentimento, fiz o "Funk do Said". Já combinei com um amigo funkeiro que vai gravar a música, uma amiga minha vai acompanhá-lo fazendo demonstrações de dança do ventre durante as apresentações e eu vou capitalizar em cima disso. Claro que, para se tornar um autêntico funk, tive que colocar alguns erros de português e uns palavrões, mas nada que comprometa a fama de "blog de família" do Joanar. Quem não gostar do gênero funk, não tem problema, pode colocar qualquer ritmo na letra que está valendo.

FUNK DO SAID
(By Joana Ribeiro)

É haram, É haram (refrão)

Você enche minha casa
de luz e alegria
Vou mostrar para você
como se monta uma família!!!!

É haram, É haram (refrão)

Primeiro come a Antonelli
que também dá pro Benício
Daí tú pega a Nivea Stellmann
Isso é um baixo meretrício!!!!!

É haram, É haram (refrão)

Sua pele vai arder
no mármore do inferno
e Alah vai te fuder
pra tu deixar de ser palermo!!!!

É haram, É haram (refrão)

Pra piorar seu sofrimento
tua filha é uma mala
está atrás de casamento
vai ser puta, manda bala!!!!

É haram, É haram (refrão)

Só um corno como tú
pra se envolver com a Maysa
então vai tomar no cú
que é disso que tú precisa!!!!

É haram, É haram (refrão)

segunda-feira, janeiro 28, 2002

CARA NOVA

Quem me conhece sabe o quanto eu odeio mudanças. Tenho medo do novo e fujo dele enquanto posso. Foi sempre assim, odiava mudar de endereço para não ter que conhecer novos vizinhos, escola - graças a Deus - tive a mesma da alfabetização até o terceiro ano, nem o corte do cabelo eu mudo, mexo no máximo no comprimento. Quando tive que deixar o bom e velho Centro Educacional de Niterói para entrar na UFF, sofri dias e noites. Pensei em largar a faculdade dezenas de vezes porque me sentia um peixe fora d'água. Até que não demorei a fazer amigos por lá (não sei porque, mas as pessoas costumam se aproximar de mim de forma amistosa), mas mesmo assim achava tudo muito estranho. E quando troquei os óculos que me acompanhavam há mais de 15 anos por um par de lentes de contato? Só usava as lentes dentro de casa, quando ia para a rua sacava os óculos e colocava na cara. Não conseguia nem pensar na expressão de surpresa dos meus amigos quando me vissem sem óculos depois de tanto tempo, preferia adiar aquele momento. Adiei algumas semanas, até que sem querer um amigo me viu de lentes e o fato se tornou público.
Aqui no jornal a adaptação não foi tão difícil, depois de três meses já conseguia até fazer piada pelo e-mail, um avanço e tanto na luta contra a minha timidez crônica. Timidez que, aliás, já me causou sérios problemas, porque as pessoas não acreditam que eu seja tímida (tenho um jeito bem espalhafatoso para esconder esse defeitinho...) e então me fazem passar por situações que, para uma pessoa normal, seriam fáceis, mas que para mim são motivo de suicídio!
Mas esse blog é um caso diferente. Como não tenho que encarar as pessoas, consigo me soltar mais um pouquinho. Até ponho no ar as coisas que eu escrevo! Isso seria impensável um tempo atrás, tanto que rasguei todos os contos e poemas que escrevi na adolescência só porque tinha medo que alguém lesse e achasse tudo horrível. E era tudo horrível mesmo! Agora continuo com a mesma opinião sobre os meus textos, mas estou um pouco mais corajosa...
Bom, escrevi tudo isso aí para explicar e justificar as mudanças na cara do Joanar. Não queria nada muito radical e acredito que tenha conseguido, minha idéia era só colocar o link dos blogs por onde eu costumo andar, está tudo aí do lado. Claro que ainda tem mais gente que vai entrar nessa lista com o tempo, isso é só o começo. Mas se alguém não gostar e quiser sugerir algumas mudanças, pode aproveitar o espaço de comentários ou então o meu e-mail que, graças às mudanças no Joanar, agora está aí do lado também. É isso, nos falamos mais tarde.

PS: O responsável pela cara nova do Joanar tem nome, sobrenome e blog: Claudio Motta. O mesmo que me iniciou neste mundo de blog, quando eu queria ter esta pagininha mas não fazia idéia de como fazer (já deu pra perceber que eu sou bem burrinha em Internet, né). Valeu CL, mais uma vez!!!!

sexta-feira, janeiro 25, 2002

ANIVERSÁRIO!!!!!

Amanhã, dia 26 de janeiro, o Joanar completa dois meses. Para comemorar, prometo que vou tentar enriquecer o visual deste blog, que é o mais pobre de todos que já entrei. Uma página toda branca com as letras duras em cima. Uma pobreza! Espero que algum amigo que esteja mais por dentro deste mundo virtual se disponha a me ensinar a mudar este quadro.
DE QUE VOCÊ VAI MORRER?

Tentei não tocar neste assunto diretamente porque em certos casos não consigo ser imparcial. Quando gosto de alguém, seja por admiração, idolatria, afeto, proximidade, parentesco ou amizade, coloco esse sentimento acima de qualquer possibilidade de fazer uma análise crítica e racional sobre esta pessoa em conversas de botequim ou em um post no blog. Mas agora, depois de quase um mês de luto, sinto-me um pouco mais a vontade para falar sobre Cássia Eller. Na verdade, quando penso na morte da cantora que, para mim, era a melhor voz brasileira do momento, logo me vem à cabeça uma pergunta: para que serve a verdade?

Infelizmente, a versão que a imprensa precipitadamente tomou como verdadeira virou a causa da morte. E não tem laudo do IML que mude isso. Quando o resultado da perícia foi divulgado no RJ TV, as caras de espanto das pessoas que estavam perto de mim, inclusive a minha, eram constrangedoras. E ainda teve gente que duvidou: "Não é possível, esse laudo está errado, a família mexeu os pauzinhos para abafar o caso." Realmente, é mais fácil o IML ter burlado a perícia do que os meios de comunicação terem se enganado. Sem dúvida, a conclusão a que se chegou meia hora após a morte é mais confiável do que um laudo feito por especialistas.

O IML não importa, as causas de todas as mortes já estão pré-fabricadas, basta escolher a mais adequada para cada ocasião. Usuários de drogas morrem de overdose. Sempre. Alcoólatras, de cirrose. Gays são vitimas de complicações decorrentes da Aids. Modelos sucumbem à anorexia.

Também podemos fazer essas fórmulas para as causas de um assassinato. Morador de morro: era envolvido com o tráfico. Político: sabia demais do que não devia. Celebridade: reagiu a uma tentativa de assalto. Judeu/palestino/irlandês/nova-iorquino: terrorismo.

E por aí vai! E você? Eu sei que é mórbido perguntar mas... De que você acha que vai morrer?

quinta-feira, janeiro 17, 2002

A DIFÍCIL ARTE DE SER NADA

Hoje acordei com vontade de ser nada. Entendam bem, não é que eu queira fazer nada, eu quero ser nada. E não é nada fácil ser nada. Se eu ficar horas parada na praia pensando, eu serei uma mulher parada na praia pensando. Não é isso que eu quero. Quero que as pessoas me olhem e não consigam me definir pela absoluta falta de características. Quero ser algo como o César Filho. Parem e pensem: o que é o César Filho? Ex-noivo da Angélica? Ex-apresentador de televisão? Ex-ator? Pelo amor de Deus, vamos combinar que ser ex é ser nada.

Filosoficamente, a definição do nada é muito complexa, são páginas e páginas para se chegar a uma conclusão que seria facilmente resumida em algumas figuras. Além do já citado César Filho, temos bons exemplos do vazio completo em Gabriela Duarte (o nada ator), Al Gore (o nada internacional), Christian Fittipaldi (o nada esportista), Dom João (o nada histórico), Antônio Soares Calçada (o nada dirigente de futebol). Poderia listar uma infinidade de nadas famosos, mas vou parar por aqui para não encher o blog de vazio.

O importante não é quem é, mas o que é ser nada. Para ser incluído nessa categoria é preciso conseguir fama, sucesso, dinheiro, sem ter um talento em especial, sem nunca conseguir se destacar no que faz, nem positiva nem negativamente. Pense rápido e me diga, em menos de 10 segundos, o nome de uma música do Orlando Morais. Acabou o tempo! Nada!

O ser humano pode ser classificado de três formas: o desconhecido, a celebridade e o nada. O desconhecido é aquele cara que você nunca viu na vida, que pode circular no calçadão sem congestionar o trânsito e não é convidado para o camarote da Brahma. As celebridades são as estrelas das artes, dos esportes, da política ou de qualquer outra coisa - brilham sempre, mesmo quando fazem um trabalho horrível, só a presença delas já é um acontecimento. Já o nada é uma mistura: quando anda no calçadão deixa em todos aquela sensação de "conheço esse cara", faz questão de ir ao camarote da Brahma e geralmente vive na sombra de alguma verdadeira celebridade.

Não pensem que é fácil ser nada. Talvez o caminho até o estrelato seja mais fácil, se você tiver algum talento. Mas ser nada é uma arte difícil, além de não ter talento (o que é comum, claro que não é defeito), é preciso arranjar um pretexto para colocar sua cara na mídia, pode ser abandonando o MST para posar na Playboy ou tendo um caso com alguém famoso, não importa. Feito isso, é preciso demonstrar a todo momento a sua falta de talento, nada de se destacar em uma novela ou vencer uma corrida na Fórmula 1, é de suma importância manter-se na média, não ser o pior nem o melhor. Respeitando esses princípios básicos, você tem tudo para ter sucesso como nada. E é isso que eu resolvi ser, não dá trabalho, dá dinheiro, não é necessário ter prática nem tampouco habilidade. Pelo contrário, ajuda bastante se você não tiver.

terça-feira, janeiro 15, 2002

Se engana quem pensa que o fundo do poço existe. Tudo pode piorar. Tive certeza disso ontem, quando estava zapeando pelos canais pagos da TV (infelizmente, meu orçamento ainda não me permite uma TV por assinatura). Entre uma aula de interpretação de Murilo Benício em O Clone e a irreverência engraçadíssima do DJ Zé Pedro do "É show com Adriane Galisteu", me deparei com uma cena antológica: Robinson, o ex-calouro-do-Raul-Gil-agora-celebridade, estava no "SuperPositivo", da Bandeirantes, cantando "Pra sempre vou te amar". Para quem não lembra, a música é uma versão gravada na década de 80 por Adriana (a mesma de Te amar é tão bom, tão bom, tãããããão bom) e a letra diz: "Te amo, te quero, mesmo sabendo que você não é mais tudo que um dia eu quis e assim vou ficar, vai ser assim, pra sempre vou te amar".
A interpretação histérica do cara me fez ter saudades da Adriana. Ele grita em TODAS as vogais, abre a boca o máximo que pode quando canta o "A", faz biquinho no "U" e arredonda os lábios para cantar o "O" - o "E" e o "I" são variações destas posições. Fechei os olhos e lembrei das noites em que assistia ao "Globo de Ouro", de preferência na fase em que era apresentado pela Myriam Rios, e a Adriana sempre ficava em terceiro lugar cantando essa música. Nossa, em comparação com o Robinson, a Adriana é a melhor cantora de todos os tempos. Pelo menos a melhor intérprete de "Pra sempre vou te amar" ela é.
Mas isso não é tudo. O mais constrangedor veio depois que a música acabou. Parece que o cara está saindo de um transe, abre os olhos lentamente, agradece à platéia, passa a falar baixinho... Eis que surge Sabrina Parlattore, ex-MTV, que apresenta o programa. Pensei que ela fosse se despedir do sujeito rapidamente e partir pra outra logo, mas não é que ela fez toda uma cena de fã do Robinson? Não dá para acreditar, a Sabrina é fã do Robinson! Tudo bem que a mulher já foi namorada do Chris Duran, o que a aproxima do mundo brega, mas nem tanto. Eu não consigo imaginá-la apresentando o primeiro lugar do Disk-MTV: "E a mais pedida foi Pra sempre vou te amar, com Robinson". Eu sei que a MTV já não é mais aquela, mas Robinson é demais. Pois a Sabrina ainda pediu para o sujeito cantar novamente a música, à capela, com a ajuda de uma das backing vocals, a Samara, que é professora de canto dele. Meu Deus, estou com um zumbido no ouvido até agora.
Depois da gritaria, ele disse que "Anjo", o CD de estréia do Robinson (ele se refere a ele mesmo na terceira pessoa, como o Pelé), já vendeu mais de 1 milhão de cópias. Assustador. Para completar a festa, a tiete Sabrina mandou essa: "Eu sempre fico arrepiada quando estou ao lado do Robinson". Só pode ser de medo!

sexta-feira, janeiro 11, 2002

O Jornaleiro

Uma visitinha rápida ao jornaleiro da esquina me fez descobrir que Stênio Garcia, Angélica e Luigi Baricelli passaram o réveillon na Ilha de Caras. O Supla também já esteve por lá, mas não sei se foi exatamente na virada do ano. O roqueiro, aliás, diz na Contigo que não está namorando a Bárbara Paz: "Só quero me preocupar em divulgar meu CD". A revista anuncia isso em letras garrafais na capa, sob o título: "O fim do conto de fadas". Uma revista que não lembro o nome agora (desculpem a minha falha, vou pesquisar melhor) lista quem vai fazer sucesso em 2002: Mel Lisboa (a Anita), Isabelle Drummond (a boneca Emília), Xuxa (a Xuxa), Robinson (aquele calouro do Raul Gil que conseguiu gravar um CD e ficou famoso por assassinar músicas nacionais e internacionais na TV), Supla (o galã do SBT), José Dumont (o eterno retirante nordestino)... Peraí, depois de 367 anos fazendo pontas em novelas o cara finalmente vai ser reconhecido? Nossa, 2002 vai ser mesmo um ano diferente, hein!

Na prateleira ao lado, a Ti-ti-ti decreta: "Romance sem futuro - astros condenam o namoro de Vera Fischer e Murilo Rosa". Precisa ser astrólogo para saber que o romance da Vera Fischer com o Murilo Rosa não tem futuro? É, o ano não vai ser tão diferente assim. O casal, aliás, passou o réveillon assistindo à queima de fogos em Copacabana, segundo a IstoÉ Gente. A capa da Quem Acontece é o até então chiquérrimo senador Eduardo Suplicy ao lado do filho agora mais famoso que ele, usando aquelas luvinhas estranhas do Supla e dando soco no ar. Acabo de ler na coluna VipVupt, do jornal O Dia, que Britney Spears não é mais virgem: "fontes próximas à cantora garantem que ela mantém relações sexuais com o namorado, Justin Timberlake, do N'sync". Now, she is a slave for him. Aguardo ansiosa as entrevistas em que a Sandy americana contará sua primeira vez nos mínimos (sem trocadilhos) detalhes.

2002 começou com a corda toda e promete!
O pior é o raio do celular...

As duas horas e quinze minutos que passei dentro de um ônibus para chegar ao Rio não seriam tão torturantes se não fosse por um pequeno detalhe: o danado do celular. Eu estava em um ônibus com ar condicionado e poltrona reclinável, sem dúvida tive muito mais sorte do que aqueles que pegaram uma lotação comum ou uma van, ainda mais naquele banquinho dobrável, o que geralmente eu faço. Mas os variados sons dos celulares que estavam no meu ônibus se transformaram em uma peça de terror para mim. Quando eu estava conseguindo pegar no sono, tentando esquecer o inferno na ponte Rio-Niterói, era imediatamente acordada pelo barulho de uma corneta convocando a cavalaria. Era o meu vizinho de poltrona sendo chamado, pela enésima vez, pelo patrão: "Chefe, eu sei que eu poderia ter ido de barca, mas agora já estou na ponte e não tenho como pular do vão central para pegar um barquinho..." Quem não mora em Niterói realmente não entende. A conversa se estendia até que o sinal caísse. Além disso, tocou a marcha fúnebre, o hino do Vasco, um bolero, Bethoven, tudo saía das campainhas dos celulares dos passageiros. Uma tortura! A partir de agora, as empresas de ônibus deveriam ser obrigadas a avisar pelo auto-falante: "Senhores passageiros, subiremos a ponte dentro de cinco minutos. Por favor, após ouvirem as três campainhas anunciando o início do engarrafamento, desliguem seus aparelhos celulares ou coloquem os mesmos no modo de vibração."

sexta-feira, janeiro 04, 2002

Cobaias de Deus...

2001 foi um ano inesquecível. Não pelas coisas maravilhosas que vivemos, mas pela quantidade de notícia ruim que divulgamos. Claro que tivemos boas novas, mas mesmo essas vieram revestidas de um gosto amargo que só foi apagado no finzinho: o Tri do Flamengo no último minuto, a classificação para a Copa na última partida, a quase ressurreição de Herbert Vianna... Infelizmente isso não é o que fica do ano que se foi. Na retrospectiva de 2001, esses fatos ganhariam, no máximo, cinco segundos, sem muito destaque. O que fica, na realidade, é o acidente com os fogos em Copacabana (logo no primeiro minuto do ano!!!!), a queda das torres gêmeas, a resposta covarde dos americanos no Afeganistão, a morte de George Harrison, as enchentes de dezembro... E, para fechar o ano da mesma forma que ele começou, a bad trip de Cássia Eller.

As pessoas que acreditam em Deus tentam me explicar que todos esses acontecimentos ruins condensados em um só ano são uma espécie de provação pela qual temos que passar para melhorarmos como seres humanos. Sinceramente, eu preferia continuar sendo esta mesma pessoinha que eu sou mas podendo ir a um show da Cássia Eller de vez em quando, ouvir uma música nova do Harrison, não ter medo de uma chuva um pouco mais forte, ou seja, eu quero apenas ter uma vidinha normal. Não quero me tornar um ser humano perfeito, não quero passar por essas provações para melhorar, adoro ter defeitos e imperfeições.

Estou cansada de fazer parte desta loucura que é o mundo. Se Deus realmente criou tudo isso que está aqui, só existe uma explicação: Ele queria um imenso laboratório para fazer suas experiências e está nos usando como cobaias. Mas para que tanto vira e mexe, tantas explosões, tantos acidentes? Um belo dia, Ele resolve que vai criar uma nova fórmula e algo dá errado, BUM!!! Milhares de mortos porque a brincadeira não deu certo... Depois, é hora de inventar um coquetel para impedir que as moscas virgens piquem o ser humano e... mais uma mancada! A cobaia que Ele escolhe para tomar a fórmula tem uma reação inesperada e morre, deixando um filho de oito anos e milhares de fãs órfãos. Chega de tanta experiência, chega de tanta provação para que o ser humano se torne melhor. Está muito bom desse jeito! Espero que em 2002 Deus esqueça esse lado de cientista maluco e escolha outra profissão. Quem sabe Ele não resolve virar comediante ou palhaço de circo? Pelo menos a vida teria mais riso.

Feliz 2002!