sexta-feira, dezembro 21, 2001

Enfim o Natal!

Amanhã tem especial do Rei, domingo é a vez de Sandy&Junior, os filmes melosos já estão programados, enfim chegou o Natal! Então, é hora de a gente receber todas aquelas mensagens cheias de clichês, votos de boas festas, feliz ano novo, tudo de bom... É hora das juras de amizade e de amor eternos, que podem ou não ser renovadas no próximo ano, promessas vazias de que nos tornaremos pessoas melhores, caixinhas de fim de ano... Também é hora de revermos aquela tia-avó que mora em Minas Gerais e só aparece em dezembro, de lembrarmos que o porteiro do nosso prédio não serve apenas para abrir e fechar portas, de levarmos lembrancinhas de R$ 1,99 para os serventes do colégio...
Todo ano é a mesma coisa, o parente mais atiradinho se veste de Papai Noel para as crianças (que são cada vez menos inocentes, mas continuam fingindo acreditar em Papai Noel para poder pedir os presentes mais caros do mundo sem ouvir dos pais que a crise da Argentina quebrou o orçamento doméstico), os primos pré-adolescentes tocam um rebu danado no quarto dos avós, enquanto os adolescentes tentam de todas as formas participar da conversa dos acima de 21 anos, que se divertem com o esforço dos mais novos e deixam eles ficarem perto, mas fazem questão de conversar sobre um assunto bem cabeça, para a garotada ficar boiando. Na cozinha, enquanto o peru Sadia acaba de assar, as mulheres falam sobre o último divórcio da família e chegam à conclusão que Ele não merecia Ela mesmo, porque nunca a respeitou, mas que os filhos Deles ainda são muito pequenos para enfrentar essa situação, portanto Eles poderiam ter tentado mais um pouco, para o bem das crianças. E os homens se reúnem no bar no canto da sala para comentar como Ela melhorou depois da separação, está mais vaidosa, malhando, já emagreceu bastante e agora usa roupas mais ousadas, enquanto Ele tomou um pé na bunda da menininha de 20 anos que era sua amante e que levou todo o seu dinheiro.
Chega o momento do amigo oculto. Que constrangimento! Como descrever aquela prima que você só vê uma vez por ano, exatamente na hora do amigo oculto? Como disfarçar o descontentamento depois de abrir o pacote de presente e ver que ganhou, pelo terceiro ano consecutivo, uma agenda da Cantão com adesivos de "Férias", "Provas", "Top Secret" e coisas do tipo? E quando começam uma descrição do tipo: "O meu amigo oculto é muito inteligente, só tira 10 na escola, mas tem que ser mais calmo em casa, não brigar tanto com os pais..." e você vê imediatamente 368 dedos sendo apontados na sua direção ao som de "É você, é você, é você!". Ainda bem que a distribuição dos presentes é sinal de que a festa está chegando ao fim.
Mas depois que passa a noite do dia 24, vem o almoço do dia 25. Você pensa que vai poder dormir até tarde, mas quatro horas depois que você deitou, sua mãe já está batendo na porta do seu quarto para te acordar, enquanto tenta com o outro braço empurrar seu irmãozinho menor para o chuveiro. Na hora do almoço, aquela farofa na qual você viu seus priminhos menores escondendo o resto do peru que não agüentavam mais comer está de volta à mesa, sem falar na Coca Light já totalmente sem gás e quente, porque a garrafa dormiu aberta em cima da pia. E a salada de frutas? Nossa, só sobrou uva, cereja e ameixa, onde foram parar as mangas, os abacaxis e os morangos? Tudo foi devorado na noite anterior. No meio dessa confusão toda, sempre tem alguém que lembra de colocar para tocar um CD do Rei. É hora da choradeira. Quando toca Detalhes, aquela tia-avó de Minas lembra: "Ah, essa era a preferida do Clóvis...". Na vez de "Olha", aquele seu parente que é o maior galinha da paróquia olha para a mulher-baranga dele e, cinicamente, dedica a canção a ela. Ao som do primeiro acorde de "Jesus Cristo", sua tia solteirona e carola obriga todos a bater palmas no ritmo da música. As crianças aguardam ansiosamente a hora em que vai tocar uma das músicas feitas especialmente para as mulheres feias e complexadas - "Mulher Pequena", "Mulher de óculos", "Mulher de 40", "Mulher gordinha" - para começarem a implicar com todo mundo e colocar apelidos nos parentes, antes de serem enclausuradas no quarto (sem televisão!) como castigo. Chega a música mais aguardada do Natal, "Emoções", é hora de ir embora. Beijos em todos, votos de feliz ano novo, pacotinho com três ou quatro rabanadas dormidas (porque seu pai adora rabanada no dia seguinte), fila para pegar o elevador (só cabem seis por vez!), sobe de novo para pegar o presente da sua mãe que ela esqueceu na mesinha de cabeceira do quarto do meio, fila no elevador de novo (a família é enorme!), se despede de mais umas cinco pessoas que você tinha esquecido e, finalmente, o carro do seu pai. Pronto, acabou. Mais um Natal se foi e todos sobreviveram. Mas não pensem que já acabou. O Natal nunca acaba. No dia 26 a gente já está pensando no próximo: quem será o casal divorciado do ano seguinte? Tomara que seja aquela sua tia mais nova que casou com um cara mala pra caramba que se acha engraçadíssimo e não pára de falar um minuto. Daqui a um ano, de novo Roberto Carlos, peru, farofa, rabanada, pré-adolescentes, adolescentes, fofocas, brigas, discussões, amigo oculto... Até o próximo Natal!

terça-feira, dezembro 18, 2001

Com o fim da Casa dos Artistas, estou órfã. Ontem, os 12 participantes foram ao programa da Hebe, foi um alento para meu coração saudoso, mas não o suficiente. Para diminuir a saudade, comprei o CD do Supla. E não é que é bom? Todas as músicas têm um ritmo forte e envolvente. As letras, bem as letras não importam tanto, mas tem algumas sacadas geniais, outras nem tanto, mas todas muito divertidas. A faixa-título é uma loucura, tem "Humanos", "Japa Girl" e outras gratas surpresas. A faixa 11, "Sex Maniac", não é recomendável para menores de 12 anos que saibam falar inglês e a última música é maravilhosa! Como todo CD independente, o som não é dos melhores e o encarte tem alguns problemas, como erros de português e palavras cortadas, fora uma letra de música que aparece no meio de outra sem o menor sentido, mas a qualidade musical do trabalho supera tudo isso. Confiram o que eu achei de cada faixa:

Charada brasileiro: Muito boa. A letra não faz muito sentido "Cuidado com o bote / o bote do charada / ele não liga pra nada / e essa é a minha marca... Charada brasileiro / charada fundamental / charada suicida / será que vai mudar a minha vida?", mas o ritmo é bem legal.

Green Hair (Japa Girl): Essa não precisa de comentários. Se aquela eleição do Fantástico fosse hoje, certamente Japa Girl desbancaria "Aquarela do Brasil".

Humanos: Essa já é um clássico. E pensar que vivi esses anos todos sem saber que essa música era do Supla, como eu pude? Pelo título vocês podem não saber do que se trata, mas certamente lembrarão destes versos: "Esses humanos que circulam / pela cidade aí afora / eu não agüento eles querem me conquistar / eu não agüento eles querem me controlar".

Bizne$$ (Comídia): O Supla encheu a paciência do Tio Silvio com os versos iniciais desta pérola: "Vai ô seu comédia / pára de fazer média / pensa que é bacana / só porque tem grana". Mas a melhor parte não é essa, eu gostei mais de "Vive na futilidade / não faz uma caridade / mas que barbaridade / nunca vi tanta vaidade / e dentro da sociedade todos até comentam / como foi que ele deu certo? / Enrolando um outro esperto / ele se acha o tal / até tomar um pau." É muito engraçado ouvir isso do filho da prefeita. E durante toda a música há o som de uma campainha de telefone celular, esse deve ser o símbolo da burguesia para Supla. Mas o rapaz passa uma mensagem edificante na música, com os versos em inglês que são gritados de vez em quando: "You wanted / you got it".

A gente sempre quer mais: Inacreditável, Supla fez uma música no melhor estilo Sampa Crew, lembram deste lixo? Pois é, ele também fez aqueles agudos típicos das boy bands. Mas a letra comprova o que todos descobrimos na Casa dos Artistas, o rapaz é sensível e romântico: "Mas a gente sempre quer mais / mais amor mais carinho / Então vamos jogar tudo pro ar / E numa queda / sentir o vento passar / Eu te seguro enquanto a gente cair / A emoção é forte / desculpe se eu te ferir / Te aperto forte / por te amar / na paixão é impossível / não se machucar."

Qual o seu veneno?: Essa é política. A veia crítica do rapaz é refinada: "Você continua o mesmo / Mente na cara dura / E já fudeu de novo / Mas que vergonha / puta pilantra / E em nome do povo / Você começa a roubar / E com o dinheiro da massa / Cê faz o seu bolso". Irresistível!

Garota de Berlim: Essa também já era famosa. Não foi Supla que compôs, mas a interpretação dele é que dá todo o charme à canção. É mais uma romântica para o repertório do ex-bad-boy-atual-namoradinho-do-Brasil.

A mulher verdadeira: Bárbara Paz certamente vai chorar mais que a Mari Alexandre quando ouvir esta letra. Tudo bem que a canção foi criada antes de os dois se conhecerem, mas parece que foi feita sob medida para o romance do casal sensação do momento: "Vamos calar a nossa boca / Com a língua colada na outra / Em nossas cabeças / Os bons momentos do primeiro dia (...) Brigas que não levam a nada / Faz parte de uma relação / Mas a nossa é de verdade / Não acaba aqui não (leia-se na Casa dos Artistas)."

Tá namorando: Ótima, muito boa mesmo. Mais uma no estilo Sampa Crew, mas espero que a Bárbara não ouça esses versos: "Não, não, não você não vai mandar / Você vai ter que aceitar / Pensei que era só se divertir / Sexo a noite e depois dormir".

Interesseira: Um soco no estômago das vagabas da vida: "Já vi que com você não rola nada / só quem te come é quem tem sobrenome / de rolex e Mercedes Benz / pego você uma vez por mês / só quer carona e comer japonês / (...) / Fique esperto e vê se não vacila / Que eu tô ligado nessa sua armadilha / Eu te vi com aquele cara de cú / é o famoso golpe do baú."

Sex Maniac: Essa é forte, crianças não devem ouvir. Ainda bem que a letra é em inglês, assim não choca tanto. "I've been thinking about you / and you nice white tight ass / that's the way I think about you / because I hate shaving my hands / and I want a nice peace off ass".

Máfia Italiana: Não gostei muito, é a mais chatinha. Conta a história de uma mulher que ele se apaixonou. Ela usa o pseudônimo de Ana e é uma agente da máfia italiana. No fim ela morre e deixa o Supla mal com a polícia.

Uma grupe má: Alguém pode imaginar o Supla chamando uma garota de neném? Mesmo depois da Casa dos Artistas, o máximo que eu consigo imaginar é ele falando: "Ô mina, você é firmeza". Mas nessa canção ele chama a mina de neném, confiram: "Se você quer ser o meu neném / Você vai ter que me provar / Que nem eu te provei meu bem / que o meu sabor vai te agradar." Mas a melhor parte é quando ele cita o Ringo Star e o Mick Jagger: "Você é uma grupe má / que consegue dominar / E disse não pro Ringo Star (comentário do cantor depois deste verso: "é aquele baterista dos Beatles", precisava explicar?) / Mick Jagger veio me falar e fofocar".

O Rei da mídia: O cara é mesmo vidente, meu! Notem que ele gravou essa música antes mesmo de ser convidado para participar da Casa dos Artistas e a letra é perfeita para a ocasião: "A mídia tá aí / pra te entreter / eu vou aproveitar / pra poder me vender / mas como eu já te disse / não preciso do seu canal / tenho a TV, rádio, revista e o jornal".

Punk Funk: MARAVILHOSA!!!!!!!! Começa com acordes de um funk (funk tem acordes?) e depois entra a letra esculachando todo o mundo funkeiro. Infelizmente, não tem a letra no encarte, mas eu vou tentar reproduzir alguma coisa para vocês: "Não tem Tigrão / Não tem tchuchuca / Pra mim são todos uns filhos da puta / Se tapinha não dói / a porrada vai comer / No baile funk / A gente se vê / Não vai ter Mike / Não vai ter CV / É o som do Supla na TV / Não vai ter Mike / Não vai ter CV / É o som do Supla você vai tremer...

domingo, dezembro 16, 2001

Ninguém merece!

"Boa noite, volte sempre". Eu já estava saindo do supermercado quando reparei no crachá da simpática caixa que me atendia. Janete Cléia! Tive o ímpeto de perguntar o porquê daquela agressão, mas segurei a língua. O nome, no entanto, martelou na minha cabeça a noite toda. Janete Cléia? Só pode ser uma homenagem torta à Janete Clair, claro. Mas que culpa a criança tem se a louca da mãe ou o inconseqüente do pai é fã da finada novelista? Pior, que culpa a criança tem se os pais não sabiam falar direito o sobrenome e registraram Cléia em lugar de Clair? Nós deveríamos ter o direito de processar nossos progenitores em casos como esses. Mas até que Janete Cléia não é dos piores. Outro dia, pesquisando qualquer coisa no "Google", achei uma Érika Suellem. Nossa, 30 anos de detenção sem direito à liberdade condicional!
E quando todos os nomes dos filhos têm que combinar? Começando com A (André, Adriano, Arthur, Ariovaldo, Aristides...), terminando com "el" (Rafael, Gabriel, Daniel, Marciel, Ivanoel). Nesses casos, o melhor é ser o filho mais velho para se livrar do pior. Se bem que às vezes o caçula é que se dá bem. Vejam o caso da família da minha avó: a filha mais velha se chamava Alfredina, depois veio Lourivaldina e, finalmente, a minha avó. Cruzvaldina era o nome mais cotado em todas as bancas de aposta de Niterói, enquanto Aristotelina corria por fora, mas eis que o pai do trio resolveu inovar e batizou a criança de Maria de Lourdes (ufa!). Mas acho que o pior nome é aquele que é um adjetivo ou substantivo comum. Sem saber, os pais condicionam a vida do filho a partir daquele nome. Ai de quem se chamar Linda e tiver um defeitinho sequer no corpo - e o pior que isso é o que geralmente acontece, nunca conheci uma Linda que fizesse jus ao nome. Já conheci uma mulher chamada Maria Pureza, mas digamos que ela não fosse exatamente o que o nome dizia... Tenho um amigo que tem uma tia chamada Felicidade. Eu não a conheço, mas segundo ele a velha é o mau humor em pessoa.
Eu não tive grandes problemas com o meu nome, mas nunca consegui ter uma xará. Queria outra Joana na minha sala para ser chamada de Joana mais o sobrenome, morria de inveja de todas aquelas Marinas e Fernandas em quantidade. Acho que virei jornalista por isso, para ter um sobrenome. E acho que esse também foi o motivo de eu virar uma nomólatra. Gosto de saber o nome de tudo e de todos (com direito a sobrenome, é claro). Até hoje lembro do nome completo dos meus coleguinhas do primário. Outro sintoma desta doença é a compulsão por apelidos, os coloco em todo mundo. Claro que não é nada agressivo, jamais chamaria alguém de baleia ou Olívia Palito, só faço um joguinho de letras com o próprio nome da pessoa. Um dos meus apelidos, o mais usado pelos amigos antigos - foi criado por mim. Resolvi que seria chamada de Jopa. Pegou.

terça-feira, dezembro 11, 2001

Esse negócio de blog está me fazendo entrar em contato com amigos que não vejo há muito tempo e me trazendo amigos novos também. Isso é maravilhoso. Estou há um tempo sem escrever porque ando meio enrolada, mas voltarei a mostrar todas as loucuras da minha cabeça de menina em breve. Por enquanto, quero repartir com vocês um presente que eu ganhei. O Renato Motta, que eu ainda nem conheço pessoalmente, fez um poema pra mim que eu adorei! Confiram:

JOANAR...
De Renato Motta (http://babilonia.blogspot.com)

Verbo transitivo, direto ou indireto
Transita...
Transeonte
Do particípio passado
Ou mesmo participando do futuro
Entre todas as possibilidades....
Blogguear
Conectar..
Joanar

Valeu Renato!!!!

quinta-feira, dezembro 06, 2001

Não custa tentar...

Que atire a primeira pedra quem nunca passou adiante uma corrente on line! Tudo bem, todo mundo sabe que aquele negócio de "Coisa de bruxa: faça o seu pedido e encaminhe este e-mail para 385 pessoas que você será atendido em breve" é pura bobagem, mas quem resiste a um reply para os amigos mais íntimos? Eu confesso que já reencaminhei centenas de correntes - Vivian e Cíntia vivem me dando esporro, dizem que odeiam, mas aposto que até elas já fizeram isso, pelo menos uma vezinha. Mas tanto esforço sempre foi em vão, nunca tive o mais simples desejo atendido. Agora tomei uma decisão radical. Já que não consigo quebrar corrente alguma sem me sentir extremamente culpada por isso, resolvi continuar participando, mas farei sempre o mesmo pedido: NUNCA MAIS QUERO RECEBER UMA CORRENTE!!!! Claro que os outros dois pedidos a que eu tenho direito (as correntes sempre nos oferecem três pedidos, como os gênios da lâmpada) eu aproveito para reivindicar um carro importado, uma casa própria, um namorado fiel, um aumento de salário, uma viagem com acompanhante para a Austrália, um fim-de-semana na Ilha de Caras ou ingressos para a gravação do acústico de Elymar Santos (alguém duvida que ele ainda vai participar do projeto da MTV?). Afinal de contas, a gente sabe muito bem que coisa de bruxa não funciona, mas não custa tentar, né?

Aliás, essa máxima do "não custa tentar" é a causadora das maiores tragédias da humanidade. Já pararam pra pensar nisso? Aposto que alguém de bom coração tentou impedir Ricardo Macchi de ser ator, mas o cabeça dura pensou: "não custa tentar". Pronto, deu no que deu! Quantas pessoas devem ter dito para Paulo Ricardo não gravar "Imagine"? Ele não só gravou como ainda fez uma versão em português da letra de John Lennon. Sem falar nos amigos de infância, sempre fiéis, que certamente aconselharam o atacante Reinaldo, do Flamengo, a não ser jogador de futebol, mas se conselho fosse bom...

Pois é, se conselho fosse bom não teríamos a Gretchen, o Trio Los Angeles, a Mari Alexandre, o Alexandre Frota, a Carla Perez, a Perla, o Agepê, o Benito di Paula, a Mara Maravilha, o Wagner Montes, o programa do Jorge Perlingeiro ("Samba de Primeira", só se for agora!), as novelas da Glória Perez, as peças do Gerald Thomas, as músicas do Wando, os livros do Paulo Coelho, as peripécias da Narcisa Tamborindeguy... Ai, pensando bem, a vida seria uma chatice. Viva o direito ao "não custa tentar"!

quarta-feira, dezembro 05, 2001

E então, é Natal?

Dezembro, verão, final de campeonato, 13º, compras, amigo oculto... Pois é, parece que o Natal já chegou, não tem mais jeito. É impossível fingir que não estamos vendo todos aqueles vendedores usando gorrinhos de papai Noel, as criancinhas tirando fotos com o bom velhinho nos shoppings, as decorações natalinas cheias de neve, aquelas luzes piscantes que desafiam o racionamento, mas ainda falta alguma coisa para que o espírito natalino enfim tome conta de mim.

Cadê as mensagens de fim de ano da Globo? Cadê aquele anúncio de um banco em que um menininho sai atrasadíssimo para a apresentação do coral e só chega a tempo de cantar o último verso: "Pra voooooocêêêêêê"? Cadê o disco do Roberto Carlos? E a Simone, não vai relançar o já tradicional "25 de dezembro", em que canta músicas natalinas? Já está na hora de a Globo programar para a Sessão da Tarde todos aqueles filmes de sempre: "Contos de Natal", "Férias frustradas de Natal", "Fábrica de brinquedos" e tantas outras pérolas! Se a Globo der o pontapé inicial, o SBT logo contra-ataca com o desenho "A rena do nariz vermelho" ou com a comédia "Trocando as bolas", com o onipresente Eddie Murphy.

Enquanto a televisão não entrar no clima, vou continuar fingindo que nada está acontecendo a minha volta. Recuso-me terminantemente a acreditar que daqui a 20 dias é Natal se a Globo não tomar alguma atitude! As lojas cheias, as férias escolares, as vitrines enfeitadas, tudo mentira. Não acreditem! Não caiam nessa! Não passa de uma jogada de marketing para convencer todos nós a comprar vários presentes de Natal fora da época. Depois o Ministro da Justiça vai aparecer em cadeia nacional para informar que houve um equívoco, na verdade ainda estamos em outubro. E o que faremos com todas as lembrancinhas que já compramos? Previnam-se! Dezembro só chega depois que uma meia dúzia de atores globais começa a se engalfinhar nos bastidores lutando pelo direito de sentar na primeira fila do especial do Roberto. Aliás, ouvi dizer que não haverá especial do RC este ano na Globo. Meu Deus, nunca mais sairei de 2001, ficarei presa neste ano para sempre ou até que o Rei resolva fazer seu especial, porque meu ano só acaba depois que ele joga aquela última rosa pra platéia ao som de "Emoções"...
Eu, como uma blogueira de primeira viagem, estou realmente feliz com o tanto de gente que já entrou nesta página. Nossa, não pensei que teria tantos leitores. Obrigada por todos os comentes que vocês deixaram, principalmente nas definições de Joanar, acho que nem eu me conhecia tão bem. Bom, depois que a Cora citou a minha humilde existência em seu blog, passei a ser visitada com mais freqüência e o sucesso finalmente chegou, por isso fiquei um tempinho fora do ar. Mas, depois de cumprir o árduo ritual de dar entrevistas para várias revistas de fofoca e de passar um fim-de-semana no Castelo de Caras (gente, aquele faqueiro é MA-RA-VI-LHO-SO), estou de volta para escrever. Afinal de contas, joanar é preciso (só pra mim, é claro!).

PS: conto com o voto de vocês para ser uma das participantes do próximo Casa dos Artistas (é só votar no www.sbt.com.br/casadosartistas). O tal do Big Brother Brasil não me interessa...

segunda-feira, dezembro 03, 2001

Frase do dia, da semana, do mês, do ano, do século, de sempre.

De Cléber Machado, enquanto narrava o jogo Flamengo X Palmeiras ontem, dia 02/12/2001:
"LOGO APÓS O RÉVEILLON COMEÇA O ANO DE 2002".

Não é fantástico?????????
O Gustavo me questionou o porquê de joanar. Ele disse que eu deveria ter colocado um nome no meu blog e não apenas isso, então prometi que daria hoje a explicação de joanar aqui. Seja feita a sua vontade Gus:

Joanar nasceu há pouco mais de um ano quando eu tive que criar o meu loggin aqui no trabalho, nada mais era do que o meu nome acrescido da primeira letra do meu sobrenome. Em pouco tempo, virou um apelido - CL começou a me chamar de joanar e foi indo... Até que um dia me dei conta que joanar era um verbo. Mais que isso: um estilo de vida!

Joanar é rir nos momentos mais complicados, mesmo com vontade de estrangular o chefe
Joanar é implicar com as pessoas que você mais gosta e dar um sorriso para os inimigos
Joanar é ser jornalista, apesar de adorar Física e Matemática
Joanar é morar em Niterói, mas nunca torcer pela Viradouro
Joanar é idolatrar a Rita Lee e morrer de raiva do Roberto de Carvalho
Joanar é estudar inglês apesar de odiar o idioma, só para acompanhar as músicas dos Beatles
Joanar é beber água a noite toda, mas fazer questão que os amigos se encharquem de cerveja
Joanar é se roer de ciúme de tudo e de todos, mas negar isso até sob tortura
Joanar é ser bem espalhafatosa para esconder a timidez
Joanar é tentar fazer sempre o melhor possível, mas fingindo que não está nem aí pra coisa

Bom, é isso. Joanar é o que eu vou fazer neste blog (já estou fazendo!) até enjoar desta coisa de blogar ou até vocês pedirem para eu parar de escrever. E os meus amigos podem acrescentar mais "Joanar é..." pelo "Comente", mas por favor não sejam muito agressivos comigo. :-)