sexta-feira, novembro 30, 2001

O EFEITO DO STRESS NA ESCRITA

Começando o texto: O secretário de Segurança Fulano de Tal anunciou a criação de um novo departa...
Joana, vem cá rapidinho!
Voltando ao texto: O secretário anunciou a criação de um novo departamento de defesa que irá imped...
Joana, dá um pulinho aqui!
Vamos tentar outra vez: A criação de um novo departamento de defesa foi anunciada hoje (note que você já inverteu a frase) pelo secretá...
Joana, telefone!
Agora vai: A criação de um novo secretário de defesa foi anunciada (sobre o que mesmo eu estava escrevendo?)
Depois de um cafezinho: Com o objetivo de impedir o crescimento do tráfico de drogas, o secretário de segurança Fulano de Tal (note que você desta vez variou bem a construção, nada como uma pausa para relaxar) anunciou a criaç...
Joana, já passou o flash?
Depois do flash: Um departamento de defesa será criado pelo secretário de Segurança Fulano de Tal (nada como ir direto ao assunto) para imped...
Joana, já assinou o comprovante do vale-transporte?
Depois de tentar o suicídio engolindo toda a tinta da caneta: A porra do secretário de Segurança vai criar uma merda de um departamento de defesa para impedir uma porrada de coisa ruim de acontecer. Ele está preocupado com o crescimento do tráfico de drogas, mas deveria se preocupar também com a minha sanidade mental, porque eu já estou enlouquecendo com todas essas coisas a minha volta. Ainda não tem prazo para que o departamento comece a funcionar, mas espero que seja depois que eu já estiver aposentada por invalidez, dado o meu alto grau de insanidade, para nunca mais ter que voltar a escrever sobre isso (é hora da camisa de força!)...

quinta-feira, novembro 29, 2001

Tive minha primeira experiência com drogas na última terça-feira. Estava em casa, sem muito o que fazer, não conseguia dormir depois de assistir a mais um capítulo de "Casa dos Artistas", eram 21h30 mais ou menos. Meu pai estava dormindo no quarto e eu estava na sala, vendo TV sozinha. De repente, vi que a droga se apresentava a mim de uma maneira bastante atraente. Tudo parecia legal e inofensivo e então resolvi experimentar. Meu pai já é viciado e por isso pensei que não devia fazer tão mal assim. Cedi. Como já disse, eu estava só e a solidão realmente nos leva a cometer desatinos...

Foram apenas 30 minutos de onda, mas o tempo foi suficiente para me deixar impressionada. Nossa, não sabia que a gente conseguia viajar tanto, eu fui até o Marrocos. Vi paisagens belíssimas e assisti até a um parto. Será que isso tem algum significado? Sei lá, talvez signifique que eu estava, naquele momento, começando uma nova vida... Bom, o fato de ser no Marrocos talvez queira dizer que essa minha nova vida vai ser bem distante da atual... Mas depois a cena cortou para o Rio de Janeiro. Uma criança de uns sete anos perdida nas ruas da cidade chorava chamando pelo pai. Detalhe: era o Rio de Janeiro da década de 80 (????). Isso acho que nem Freud explica! No meio dessa viagem toda, percebia que surgiam alguns comerciais de sabonetes, carros, cursos de inglês e até da próxima novela que vai passar no "Vale a pena ver de novo". Vi até a Vera Fisher! Realmente era tudo muito estranho e nada me tirava daquele transe.

De repente, o desenho de um ou dois bonecos, não sei ao certo, surgiu na minha frente. O(s) boneco(s) girava e em torno dele aparecia uma espécie de cadeia de DNA... Logo em seguida, apareceu o símbolo da Globo com os dizeres: "Central Globo de Produção". Foi a senha para me tirar do êxtase. Era o fim de mais um capítulo de "O Clone"... Ontem consegui resistir e cheguei bem tarde em casa, depois que a novela já tinha acabado, para não me drogar de novo. Mas confesso que já começo a sofrer de uma certa crise de abstinência e estou louca para saber quem será o verdadeiro pai do bebê de Jade... Alguém aí sabe?

terça-feira, novembro 27, 2001

Às vezes, eu me sinto uma espécie de E.T. Acabo de passar por uma experiência constrangedora ao comentar com dois amigos meus, Washington e Josy, sobre o parentesco entre a atriz Maria Zilda e o vereador Rodrigo Bethlem. Para mim, era uma coisa normal, nada de novo. Mas os dois, surpresíssimos, se recusaram a acreditar que a primeira era mãe do segundo. Tive que provar, com uma matéria antiga do jornal, que a maternidade era fato.
Ontem, Isabela também se surpreendeu quando leu aqui neste mesmo espaço o nome de Glória Magadan. Gente, GLÓRIA MAGADAN!!!! Como alguém pode esquecer desta mulher? A novelista foi o primeiro Boninho da TV brasileira, mandava e desmandava na Globo nos idos de 60. Ela era cubana e veio para o Brasil exilada, depois que os homens de Fidel tomaram o poder na ilha. A última novela feita por ela foi em 1970, já na extinta Tupi. Eu nem era nascida, mas sou fã da Magadan. Ela escreveu pérolas como "Eu compro esta mulher" (devia valer muitas moedas da época), "O Sheik de Agadir" (um doce para quem lembrar qual atriz fazia o "Rato", o assassino da história), "A Sombra de Rebeca" (essa é ótima, no último capítulo uma japonesa enlouquecida rejeitada pelo namorado comete um haraquiri! Não é fantástico?). E teve muito mais!
Existem outras coisas que para mim são normais, mas agora estou com vergonha de falar porque as pessoas podem não achar tão normal assim. Por exemplo: nesta mesma linha políticos+artistas: você sabia que o FHC é primo de segundo grau do Pedro Cardoso? É, essa é velha... O parentesco de Marta e Supla não vou comentar porque, além de óbvio, ainda tenho dúvidas sobre o nascimento deste garoto. Teria ele realmente sido gerado por alguém? Ah, sabia que o Siro Darlan tem um filho que estuda teatro? É, fugi da linha políticos+artistas. Tudo bem, agora é geral: sabia que o George Clooney já namorou a Ísis de Oliveira? Não? Nem ele! Sabia que o pai da Patrícia Coelho (a cantora da Casa dos Artistas) fez aniversário no último domingo? Mas o mais triste de tudo isso é o caso do o Mateus Carrieri (o galã da Casa dos Artistas), que não fala com o filho e só se preocupa com os dois cachorros... Bom, acho que me perdi, vou parar por aqui, tenho que trabalhar...

segunda-feira, novembro 26, 2001

Criei este blog só para ver se sou citada na coluna da Cora Rónai, sabe? Não sou o que se pode chamar de uma pessoa escrava da moda, mas confesso que essas novidades internáuticas me atraem bastante. Nem sei sobre o que pretendo falar, tanto que nem incluí meu blog em categoria alguma de assunto, mas com o tempo eu decido. Enfim, cá estou eu blogando como diz Elis. Aliás, minha amiga Elis enrolou tanto para me ensinar a virar uma blogger que tive que recorrer aos préstimos de Cláudio Motta. Valeu CL!

Bom, já que agora tenho este espaço para externar todas as besteiras que passam pela minha cabeça de menina, vou começar falando do tema que mais me absorve ultimamente. Não, claro que não é uma nova pauta excitante ou uma dissertação de mestrado, mas a maior e melhor fonte para uma pesquisa sobre o ser humano do momento: a CASA DOS ARTISTAS. Quem nunca viu precisa ver urgentemente. A sensação que me dá todos os dias, às 21h, quando começa o programa, é de que eu saio deste meu mundinho banal e me transporto para uma casa belíssima onde homens musculosos e mongóis (exceção justa ao Eduardinho!) e mulheres preparadas estão se engalfinhando por R$ 300 mil. Gente, não há nada melhor na TV brasileira! Glória Magadan, Janete Clair e Gloria Perez jamais pensariam em uma trama tão boa. Tem o vilão metido a malandro e fortão (Alexandre Frota), o negro que defende os direitos dos favelados (Taiguara Nazaré), o playboyzinho que pensa que pode com o vilão fortão mas na verdade é engolido por ele (Matheus Carrieri)... Do lado do bem tem o pobre menino rico e rebelde sempre disposto a dar uma palavra amiga (Supla), a menina que veio do Sul tentar a sorte em SP e se encantou logo pelo filho da prefeita (Bárbara Paz) e a cantora que era uma megera mas que depois ficou boazinha (Patrícia Coelho)... Ah, tem também a Mari Alexandre, mas ela não pode ser incluída nem no núcleo do mal nem no núcleo do bem. Aliás, a Mari Alexandre é pior que o meu blog, não pode ser incluída em categoria alguma. Ela é uma daquelas personagens que entram na trama só para justificar a contratação da filha-atriz do diretor, né? Ah, sei lá, vou assistir hoje para ver se ela muda de comportamento...
Teste de novo.